O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, considerou esta quinta-feira, 16, em Luanda, a diversificação económica como a base da recuperação de Angola e da consolidação do país como a sexta maior economia de África.
“Angola já esteve na posição mencionada e perdeu-a devido a um longo período de contração económica”, afirmou durante a participação na gala AIPEX Awards 2026, onde destacou o desempenho de vários setores para além do petróleo, como telecomunicações, transportes, agricultura, turismo e outros.
Reformas macroeconómicas apresentam resultados
Segundo o governante, o Executivo angolano adotou um conjunto de pacotes de reformas macroeconómicas que tem apresentado resultados concretos.
“Hoje o nível de inflação no país é mais baixo desde 2015, fruto de uma economia que encontra novas bases de diversificação”, recordou, tendo salientado que, economicamente, a agricultura pode assumir a liderança do setor comercial, mantendo-se o setor petrolífero estratégico para a economia.
Especialistas apontam timidez no processo
Apesar destes reconhecimentos dos governantes sobre o impacto da diversificação económica, especialistas dizem que o processo e a aposta neste segmento têm sido ainda de forma muito tímida.
A posição reflete preocupações sobre a escala e a profundidade das reformas estruturais necessárias para reduzir a dependência do petróleo, que continua a representar a maior parte das receitas de exportação e das receitas fiscais do país.
Angola foi a sexta maior economia de África em períodos de cotações petrolíferas elevadas, mas recuou no ranking continental durante a recessão económica registada entre 2016 e 2020, causada pela queda do preço do petróleo e pela contração da produção petrolífera.
A recuperação da posição dependerá da capacidade de sustentar crescimento económico baseado em setores não petrolíferos, aumentar exportações diversificadas e atrair investimento privado em áreas como agricultura, indústria transformadora, turismo e serviços.
