O Real Madrid anunciou, na sexta-feira, a cessação do vínculo contratual com Dani Ceballos, acordo fechado em comum entendimento após sete épocas como jogador do plantel principal. A decisão põe termo a uma passagem que totalizou 215 partidas e 16 títulos conquistados.
Contratado em 2017, o médio espanhol participou num dos períodos mais vencedores da história recente do clube, conquistando três Ligas dos Campeões, quatro Mundiais de Clubes, três Supercopas da UEFA, dois Campeonatos Espanhóis, uma Taça do Rei e três Supercopas de Espanha.
Em comunicado oficial, o Real Madrid agradeceu ao médio pela dedicação e afirmou que as portas permanecem abertas — fórmula protocolar frequentemente utilizada pelo clube em despedidas de jogadores com palmarés significativo.
Perda de espaço e contexto da saída
Nas duas últimas épocas, Ceballos viu a titularidade diminuir progressivamente e ficou fora dos planos para a temporada que começará sob o comando técnico de José Mourinho. A redução do protagonismo desportivo precipitou negociações para a rescisão antecipada do contrato.
O nome do jogador foi citado na imprensa espanhola durante a polémica envolvendo Federico Valverde e Aurélien Tchouaméni, com sugestões de que poderia estar ligado ao presumível vazamento de informações do balneário. O clube nunca confirmou a acusação e fontes próximas a Ceballos negaram qualquer envolvimento.
Mercado livre aos 29 anos
Livre no mercado, Ceballos deverá avaliar propostas nas próximas semanas. Segundo o jornalista especializado Fabrizio Romano, o Ajax iniciou conversações para a sua contratação. O Real Betis, clube onde foi revelado e que o vendeu ao Real Madrid em 2017, também demonstra interesse no regresso do médio.
Aos 29 anos e com experiência ao mais alto nível europeu, Ceballos apresenta-se como uma opção atrativa para clubes de topo que procuram reforçar o meio-campo com um jogador de palmarés consolidado e sem custos de transferência.
