Banco Keve visa financiar apenas projectos com impacto económico mensurável, afirma PCA

Redação Click
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O Banco Keve encontra‑se numa fase de consolidação e expansão, com crescimento operativo, reforço da solidez e estratégia direcionada ao financiamento da economia real, declara a PCA da instituição, Dalila Azevedo da Silva.

Em entrevista ao Banca em Análise, da Deloitte, a executiva indica que o banco está a implementar uma agenda de transformação que combina prudência, inovação e orienta‑se para o cliente, num contexto de rigorosa exigência de eficiência, digitalização e qualidade de risco no sector bancário angolano.

Crescimento e reforço da posição no mercado
Dalila Azevedo da Silva relata evolução positiva nos indicadores chave, com maior rentabilidade, eficiência e expansão da base de clientes, suportada por gestão rigorosa do risco, diversificação das receitas e proximidade ao cliente. “O Banco Keve está mais robusto, mais disciplinado e mais preparado para responder às necessidades dos seus clientes e da economia”, afirmou. “Entrámos em 2026 com prioridade de consolidar o crescimento, preservar as margens, concluir o plano de qualidade de dados e iniciar um novo ciclo estratégico baseado em especialização, eficiência, inovação e proximidade aos sectores produtivos.”

No actual ciclo, a PCA indica três prioridades: fortalecimento da governação e gestão de risco, em conformidade com normas regulatórias e boas práticas internacionais; incremento da eficiência operacional, através da simplificação de processos, redução de custos e integração tecnológica; e aprofundamento da relação com empresas e famílias, com soluções adaptadas às necessidades reais. Estas metas pretendem assegurar um crescimento sustentável e uma operação mais ágil, face a maior competição e exigência regulatória.

Crédito focado no sector produtivo e na viabilidade dos projectos
Reconhecendo que o crédito permanece um grande desafio para o sistema financeiro, a PCA sustenta que o Keve procura expandir a exposição ao sector real com responsabilidade e rigor. “Comprometemo-nos com o financiamento da economia, mas os projectos têm de ser bem estruturados e sustentáveis”, comenta. “Financiamos apenas onde exista produção, contratos, fluxos identificáveis e impacto económico concreto. No agronegócio, o modelo baseado em off‑takers permite apoiar a cadeia agrícola com melhor controlo do risco. Na indústria, no oil & gas e no sector mineiro, reforçámos a especialização e as soluções de trade finance e tesouraria. Na logística, identificamos oportunidades ligadas ao Corredor do Lobito.” A gestora acrescenta que a ambição do banco é tornar‑se referência nos sectores que possam acelerar a diversificação económica de Angola.

Transformação tecnológica como pilar competitivo
A digitalização figura como eixo crítico para o futuro do banco. A PCA destaca o investimento na modernização de sistemas, digitalização de processos e melhoria da experiência do cliente, salientando que a tecnologia deixa de ser meramente um instrumento de eficiência para se tornar fator decisivo de competitividade e inclusão financeira.

Fonte: Deloitte – Banca em Análise

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