O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Otoniel dos Santos, defendeu uma maior articulação entre as instituições financeiras para consolidar um sector bancário mais robusto, competitivo e integrado nos mercados internacionais.
Ao intervir na abertura da 16.ª edição do Fórum da Banca, realizada sob o lema “A Internacionalização da Banca no Mercado de Capitais e o Regresso dos Correspondentes Bancários”, o governante afirmou que a internacionalização do sistema bancário passa pela consolidação da credibilidade no mercado nacional — condição essencial para atrair capital e integrar Angola nos grandes fluxos financeiros internacionais.
Confiança como ativo fundamental
Otoniel dos Santos sublinhou que a confiança nas instituições deve constituir o principal ativo para o desenvolvimento do mercado financeiro. Segundo o responsável, o Executivo continuará empenhado na criação de um ambiente macroeconómico estável, previsível e favorável ao investimento.
“O Executivo angolano continuará empenhado na criação de um ambiente macroeconómico estável, previsível e favorável ao investimento. Porque sabemos que uma banca forte não representa apenas um sector financeiro mais desenvolvido, representa empresas mais competitivas, mais investimento, mais inovação, mais emprego qualificado e, por isso, mais desenvolvimento”, afirmou.
Internacionalização e regresso de correspondentes bancários
O tema do fórum — internacionalização da banca e regresso dos correspondentes bancários — reflete dois desafios estruturais do sector financeiro angolano:
1️⃣ Internacionalização: Capacidade de bancos angolanos operarem em mercados externos e de atrair investimento internacional
2️⃣ Correspondentes bancários: Relações com bancos internacionais que permitem processar pagamentos transfronteiriços em moedas estrangeiras — um tema crítico após Angola ter enfrentado dificuldades de acesso a correspondentes bancários devido a preocupações com risco de branqueamento de capitais e conformidade regulatória
Contexto de reformas
As declarações ocorrem num contexto de reformas macroeconómicas em curso, que incluem estabilização da inflação (10,11%, a mais baixa desde 2015), reforço de reservas internacionais (US$ 14,93 mil milhões) e modernização do quadro regulatório do sector financeiro.
O regresso de correspondentes bancários é visto como essencial para facilitar o comércio internacional, atrair investimento direto estrangeiro e permitir que empresas angolanas operem de forma competitiva em mercados globais.
