A presidente do Conselho de Administração (PCA) da BODIVA, Cristina Lourenço, desafiou os bancos angolanos a captar mais investidores estrangeiros para o mercado de capitais, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da economia real em Angola e integrar o país nos mercados internacionais.
“A banca angolana foi desafiada a captar investidores estrangeiros para contribuir no desenvolvimento da economia real em Angola e integrar o país nos mercados internacionais”, afirmou a responsável à margem do 16.º Fórum da Banca, realizado sob o tema “A Internacionalização da Banca no Mercado de Capitais e o Regresso dos Correspondentes Bancários: Desafios e Oportunidades”.
Internacionalização passa por servir a economia real
Na ocasião, o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Otoniel dos Santos, afirmou que a internacionalização da banca reside na capacidade de servir a economia real.
“É necessária uma maior articulação entre as instituições financeiras para consolidar um setor bancário mais robusto, competitivo e plenamente integrado nos mercados internacionais”, disse o governante.
Otoniel dos Santos sublinhou que a internacionalização do sistema bancário passa pela consolidação da credibilidade no mercado nacional, condição essencial para atrair capital e integrar Angola nos grandes fluxos financeiros internacionais.
Banca chamada a desempenhar papel fundamental
As declarações surgem numa altura em que o país redobra esforços e traça estratégias para a captação de investimentos, sendo a banca angolana chamada agora a desempenhar um papel fundamental neste processo.
A BODIVA, que conta atualmente com cinco empresas cotadas (BAI, BFA, BCGA, ENSA e a própria bolsa), aguarda a entrada da UNITEL — a maior oferta pública de venda (OPV) da história do mercado de capitais angolano —, num contexto em que o Executivo pretende utilizar o mercado de capitais como instrumento de privatização e de captação de investimento.
Para a PCA da BODIVA, a atração de investidores estrangeiros é essencial para dar escala e liquidez ao mercado, permitindo que empresas angolanas acedam a fontes de financiamento alternativas ao crédito bancário e que o país se posicione como destino de investimento credível.
