Parte da bancada oeste do Estádio da Cidadela, em Luanda, desmoronou às 02h44 da madrugada de domingo, suscitando dúvidas sobre a segurança da infraestrutura; o incidente não provocou feridos nem danos a veículos nas imediações.
A ruptura afectou uma laje de betão entre o último assento e o parapeito do segundo anel da referida bancada. Fotocópias posteriores mostraram fissuras profundas somadas a outras semelhantes em segmentos adjacentes, revelando um estado geral de degradação. A diretora das Infra‑estruturas Desportivas do Ministério da Juventude e Desporto, Elisabeth Cailo, não respondeu a chamadas efetuadas.
Histórico e condição atual
Construído em 1972, o estádio foi interditado pela Confederação Africana de Futebol em 2006 após a identificação de falhas nos pilares, nas vigas e nas bancadas do segundo anel. Desde então, a estrutura permanece praticamente desocupada, sem obras de consolidação abrangentes.
O Laboratório de Engenharia de Angola detetou ausência de danos no primeiro anel, concluindo que a reabilitação do segundo anel é tecnicamente viável; entretanto, o Ministério ainda não anunciou prazos ou orçamento para a intervenção.
Relevância desportiva
Ao longo dos décadas, a Cidadela foi cenário de momentos emblemáticos do futebol angolano, como os II Jogos da África Central, as qualificações para o CAN de 1996, para o Mundial de 2006 e o primeiro jogo da Seleção nacional pós‑independência, contra Cuba em 1977. O atual abandono reflete preocupação entre adeptos e autoridades desportivas acerca da perda de um património histórico.
Perspetivas
Autoridades decidem se iniciam o plano de reabilitação que poderia devolver ao estádio a capacidade de albergar competições oficiais, estudando simultaneamente medidas de monitorização estrutural para prevenir novos incidentes.
