Donald Trump encontra-se no centro de uma polémica internacional após a divulgação da sua declaração financeira de 2025, que indica que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, lhe ofereceu dez bilhetes para a final do Mundial de Clubes, avaliados em 15 mil dólares. A revelação coincide com a confirmação de que o presidente norte-americano participará na entrega do troféu do Campeonato do Mundo de 2026, prevista para 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jérsia.
Eurodeputados exigem investigação da FIFA
Cerca de cinquenta deputados do Parlamento Europeu enviaram carta à FIFA exigindo, com urgência, que o Comité de Ética investigue a conduta de Infantino. A petição inclui a crítica ao prémio da Paz da FIFA atribuído a Trump em dezembro de 2025, alegando falta de neutralidade política e transparência institucional por parte da entidade máxima do futebol mundial.
Os eurodeputados argumentam que a proximidade entre Infantino e Trump compromete a credibilidade da FIFA como organização desportiva neutra, particularmente num contexto em que os Estados Unidos co-organizam o Mundial de 2026 ao lado do Canadá e do México.
Outras ofertas reveladas na declaração financeira
A declaração financeira de Trump revela ainda bilhetes para a final do Super Bowl, para o US Open e para a Ryder Cup, totalizando perto de 120 mil dólares em ofertas de aliados políticos, patrocinadores e executivos do sector desportivo.
A divulgação destas ofertas ocorre num momento em que a transparência no financiamento político e as relações entre líderes políticos e organizações desportivas internacionais estão sob crescente escrutínio.
Parceria logística de alto nível
A estreita relação entre Trump e Infantino concretiza-se na abertura de escritórios da FIFA na Trump Tower, em Nova Iorque, edifício ligado aos negócios privados da família do presidente norte-americano.
Com o Mundial de 2026 a ser co-organizado por Estados Unidos, Canadá e México, a cooperação entre a administração norte-americana e a FIFA assume importância logística sem precedentes, abrangendo questões como vistos, segurança nacional e infraestruturas de transporte.
Questões de governança e neutralidade
A polémica levanta questões sobre os limites da neutralidade política das organizações desportivas internacionais e a adequação de relações próximas entre dirigentes desportivos e líderes políticos de países anfitriões de grandes competições.
Para analistas de governança desportiva, o caso ilustra tensões estruturais entre a necessidade de cooperação logística com governos anfitriões e a preservação da independência institucional das organizações desportivas globais.
