A seleção suíça contestou a expulsão de Breel Embolo no encontro contra a Argentina, decisão tomada pelo árbitro português João Pinheiro após revisão do VAR. Aos 72 minutos, o avançado recebeu o segundo cartão amarelo, sendo punido por simulação segundo a equipa de arbitragem — uma decisão que o selecionador suíço Murat Yakin classificou de “inacreditável”.
Reviravolta na decisão arbitral
Inicialmente, o árbitro havia assinalado falta a favor de Embolo. Porém, após rever a jogada com recurso ao VAR, considerou que houve simulação, anulou a marcação original e aplicou o segundo cartão amarelo ao jogador suíço, resultando na expulsão.
A alteração da decisão gerou polémica imediata, com a equipa técnica suíça a questionar a interpretação da jogada e o recurso ao vídeo-árbitro numa situação considerada subjetiva.
Críticas do selecionador suíço
Murat Yakin criticou a intervenção do VAR, alegando que a expulsão alterou negativamente o desempenho da equipa num momento crítico do jogo. “Foi uma decisão difícil de compreender”, afirmou o treinador, sublinhando que o lance envolveu contacto físico entre Embolo e o defesa argentino Paredes.
O selecionador defendeu que a decisão original — falta a favor da Suíça — deveria ter sido mantida, argumentando que existiu contacto suficiente para justificar a marcação.
Polémica divide opiniões
O conflito entre Embolo e Paredes tornou-se ponto de discórdia, gerando debate entre quem sustenta a intervenção da arbitragem (alegando exagero do jogador suíço) e quem defende a existência de contacto suficiente para justificar a falta original.
A utilização do VAR para reverter uma decisão de campo e aplicar um segundo cartão amarelo por simulação é rara e tende a gerar controvérsia, particularmente em lances onde a interpretação do contacto é subjetiva.
Implicações para a Suíça
A expulsão de Embolo deixou a Suíça a jogar com menos um jogador durante parte significativa do encontro contra a Argentina, dificultando a estratégia da equipa e potencialmente influenciando o resultado final — um fator determinante num jogo de eliminação direta.
A polémica coloca novamente em debate os limites do uso do VAR em situações de interpretação subjetiva e a margem de discricionariedade dos árbitros em decisões que podem alterar o curso de uma competição.
