FIFA condena Federação Líbia a pagar 820 mil euros a Aliou Cissé

Redação Click
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A Federação Líbia de Futebol foi condenada pela FIFA a indemnizar o treinador senegalês Aliou Cissé em cerca de 820 mil euros (aproximadamente 859 milhões de kwanzas) por alegado incumprimento contratual. A decisão do organismo que rege o futebol mundial surge na sequência de uma queixa apresentada pelo técnico africano, relacionada com atrasos no pagamento das remunerações previstas no contrato durante o período em que esteve à frente da seleção nacional da Líbia.

Aliou Cissé assumiu o comando técnico da Líbia em março de 2025, com um vínculo válido até 2027, mas rescindiu o contrato em abril do mesmo ano — apenas um mês depois —, após divergências relacionadas com o cumprimento das obrigações financeiras acordadas com a federação.

Passagem curta pela seleção líbia

Durante a sua passagem pela seleção líbia, o antigo capitão e selecionador do Senegal orientou cinco partidas oficiais, tendo registado duas vitórias, diante de Eswatini (2-0) e Angola (1-0), dois empates frente a Maurícias (0-0) e Cabo Verde (3-3), além de uma derrota decidida nas grandes penalidades diante da Palestina.

A rescisão antecipada do contrato, após apenas cinco jogos, evidenciou as dificuldades financeiras e institucionais que a Federação Líbia enfrenta — um problema recorrente em várias federações africanas.

Decisão da FIFA e obrigação de pagamento

A Federação Líbia de Futebol foi notificada da decisão da FIFA e deverá agora proceder ao pagamento da indemnização determinada pelo organismo internacional. O incumprimento da decisão pode resultar em sanções adicionais, incluindo a suspensão da federação ou a dedução de pontos nas competições internacionais.

Cissé agora comanda Angola

Atualmente, Aliou Cissé é o selecionador nacional de Angola, onde prepara os Palancas Negras para os próximos desafios internacionais, com destaque para a preparação da fase de qualificação e do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027.

A passagem de Cissé pela Líbia representa um episódio menor na carreira do técnico, que conquistou renome internacional ao comandar o Senegal até à final da CAN 2019 e aos oitavos de final do Mundial 2022.

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